Troque sua carteira gorda por uma carteira produtiva

NÃO CARREGUE:

  • Cartões de visitas. Quando receber um cartão, ele pode ir temporariamente para sua carteira mas não deve ficar lá. Use um porta cartões ou outra forma de gerir seus contatos.
  • Mais de um cartão de crédito/débito. A princípio você nem deveria possuir mais de um cartão, sendo um bom hábito para evitar dívidas desnecessárias. Mas se realmente precisa, não leve todos com você. O ideal para o dinheiro de plástico é ter uma cartão exclusivo para despesas (evitando expor o cartão que dá acesso a suas economias). Se tiver que optar, leve o cartão de débito e deixe o de crédito em casa. E depois consolide suas contas, identifique os cartões que deixa em casa e livre-se de pagar mais uma taxa de manutenção.
  • RG, CPF, etc. Pegue seu documento de identificação com foto, tire uma fotocópia autenticada e plastifique. O originais devem ficar em casa, em seu arquivo pessoal. Isto, claro, se não possuir carteira de motorista. Neste caso, ela é suficiente como documento de identificação (no entanto você deve levar o original e não pode plastificar, mas pode protegê-la com um envelope de plástico).
  • Cartões de desconto, fidelidade, etc. Ocupam um espaço valioso na carteira e podem servir como estímulo para você fazer uma compra precipitada. Quer comprar algo? Retorne depois com o cartão de benefícios/fidelidade, assim terá certeza do que realmente quer comprar. Esse é o mesmo motivo de recomendar deixar o cartão de crédito em casa. Única exceção: o cartão que dá uma refeição extra do seu restaurante habitual. Mas esqueça os outros dos almoços eventuais. O calculo é simples: a quantidade exigida (normalmente 10) dividida pelo prazo de validade (normalmente 3 meses) dará a freqüência média necessária (3,3 vezes ao mês). Se você for menos que quatro vezes ao mês (digamos, uma vez por semana) deixe este cartão de lado. Você acabará levando um peso morto ou consumindo lá só para conseguir seu tal “almoço grátis”.
  • Recibos, notas, bilhetes, papéis. Se você precisa guardá-los, arquive-os assim que chegar em casa. Ou melhor, não ponha na carteira, coloque-os no bolso da camisa e aprenda a esvaziá-los sempre: se outras pessoas puderem perceber que você guarda papéis no bolso da camisa é sinal que já está acumulando demais. Você não precisa deles, o destino é a lixeira mais próxima.
  • Fotos. Deixe-as para os porta-retratos, existem formas melhores para guardar suas lembranças e entes queridos do que sentar-se em cima deles.

TORNE-A PRODUTIVA

  • Uma única carteira. E quanto mais fina melhor. Se você acumula diversos cartões de desconto, fidelidade entre outros, mantenha uma carteira “gorda” exclusivamente para dentro de casa. Nela você concentra os documentos de que precisa e saberá onde encontrá-los quando precisar sair com cada um deles.
  • Compartimentos necessários. Sua carteira tem um porta cheques que você não usa? Ou ao contrário, eles ficam espremidos no compartimento errado? Comprar uma carteira com compartimentos demais fará com eles acabem por ser preenchidos com peso-morto. Escolha com calma sua carteira, ela lhe fará companhia por muito tempo.
  • Onde deixei minha carteira? Ao chegar em casa coloque sua carteira no porta-carteiras. Não tem um? Escolha um lugar onde você necessariamente tem que passar quando entra e sai de casa para deixar todos objetos essenciais. Pode ser uma gaveta, um porta-trecos, ou mesmo uma tigela de cerâmica, onde você irá sempre colocar a carteira e as chaves. Esta dica vale para tudo que você precisará na próxima vez que sair: contas a pagar, o cartão que você guarda em casa mas usará para uma situação específica, etc.
  • Dinheiro. O valor ideal é variável, mas deve incluir pouco mais que um valor de emergência(para locomover-se ou comprar algum item essencial em situações imprevistas). O resto é excesso e ostentação perigosa, afinal você provavelmente já usa o cartão de débito para maior parte das operações (que no fim das contas oferece mais segurança que carregar dinheiro). Independente disto, sempre saiba o quanto de dinheiro você possui na carteira.
  • Carteira de motorista e identificação do veículo. Mantendo uma única carteira e guardando sua identificação de motorista lá suas chances de sair sem documentos é baixa. Se você compartilha o carro com outras pessoas da família, talvez não seja boa idéia deixar o documento no veículo nem na própria carteira. Aproveite para colocá-lo no mesmo “porta-carteira”, junto com as chaves, usando um envelope de plástico duro para protegê-lo.

TURBINANDO:

  • Cartão de visitas. Ao contrário dos cartões recebidos, o seu cartão de visita deve estar sempre a mão. Não pense que cartões são só para grandes empresários, quase todo profissional pode fazer bom uso deles, para ampliar sua rede de contatos e causar uma boa impressão (para fazer isso é preciso saber como fazer um bom cartão de visitas). E claro, não esqueça de protegê-los para que não fiquem amassados (o melhor é distribuí-los com freqüência).
  • Canivete Swisscard: este tipo de canivete em formato de cartão de crédito pode ser um bom motivo para engordar um pouco sua carteira. Principalmente se dispensar de levar outras coisas que você já utiliza ou pode precisar. É um brinquedinho tentador, então se você nunca precisou levar estas coisas, não há porque comprar.
  • Pen-drive Sony Micro Vault Tiny: apenas para aqueles que gostam de viver perigosamente e não sentam nunca com a carteira no bolso de trás. A idéia de ter um pendrive fino o suficiente para caber na carteira é boa, embora a fabricante não afirme em nenhum momento que ele tenha esta finalidade.
  • Carteira-chaveiro. Diversos modelos unem duas funções que para muitos são inseparáveis. Se a dica da cesta porta-carteira não foi suficiente para você não esquecer onde pôs a carteira e as chaves, ao menos da próxima vez só terá que procurar por uma coisa…

Um comentário

  1. E… vou seguir algumas dessas dicas. Minha carteira está um mulambo!

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